Update: sobre o princípio da Igualdade e a ausência deste blog, e demais leituras e afazeres

Existe uma certa ausência, desde abril, no que tange às minhas postagens neste blog – ausência esta que confesso ser-me incômoda, ainda que a perceba como justificada. Vamos aos fatos.

No dia 2 de abril, postei um texto sobre o Princípio da Igualdade, calcado principalmente em minhas reflexões, algo despertadas pelas aulas da faculdade. Logo após tê-lo feito, bateu-me uma sensação inquietante de que fui superficial. Tenho por postura de pesquisa uma certa dose de generosidade comigo mesmo, porque penso que, enquanto jovem estudante da matéria jurídica (completei 2 anos de curso agora apenas, de um total de 5 anos de graduação em Direito), mais importante do que estar certo é procurar melhorar, avançar, o que implicará forçosamente em mudar de ideia, aprofundar conceitos, perceber-se errado, confrontar-se cotidianamente. Ou seja, quero dizer que, por mais que reconheça que posso estar sendo ingênuo aqui e ali, eu em geral me permito sê-lo, porque confio que é apenas permitindo-me a liberdade de pensar que construo de fato um saber. No entanto, sobre  o artigo da Igualdade, me senti contrariado nessa generosidade comigo mesmo, e fiquei preocupado.

A vida possui caminhos e retornos, fachos de luz inesperados em suas vielas. Alguns dias depois do que acima descrevi, tive notícias de um concurso de monografias promovido pela OAB, do qual falarei detidamente mais adiante. Decidido a participar, e buscando uma bibliografia de apoio, encontrei numa livraria um livreto de 40 e poucas páginas, sem indicação de lombada, mas com a graciosidade de ter por autoria o ilustre Celso Antonio Bandeira de Mello. Trata-se da obra “Conteúdo Jurídico do Princípio da Igualdade”, que me remeteu diretamente ao recente objeto de minhas reflexões. Comprei por R$ 12,00 e logo me pus a ler.

celso antonio bandeira de mello 

De cara percebi que minha sensação de superficialidade em relação à minha postagem sobre a Igualdade era correta. E também, que teria que ralar um bocado para entender com profundidade o livreto de 40 e poucas páginas, pois a prosa adotada por Celso Antonio Bandeira de Mello, na obra citada, é quase uma literatura quântica! Não obstante, é enriquecedor desbravar essas páginas, sob todos os aspectos. Previ que, terminando a leitura e realizando anotações sobre o livro, poderia atualizar meu post sobre a Igualdade, de forma satisfatória. Mas não terminei a leitura.

O concurso de monografias Raymundo Faoro, promovido pela OAB, versando sobre Democracia, começou a ocupar e dominar meu tempo. O livro de Bandeira de Mello, tão enriquecedor quanto podia ser, não poderia me auxiliar diretamente no assunto, de modo que tive que me concentrar em outras obras – até porque meu tempo era escasso. Estava, senão me engano então, no dia 7 de abril (portanto, uma semana após a postagem sobre a Igualdade), e a data limite para o concurso fecharia no dia 9 de maio. Um mês é um tempo relativamente curto para ler uma bibliografia e redigir uma monografia. Tive sorte, no entanto, de um longo feriado em abril, que em conjunto com algumas aulas cabuladas na faculdade me possibilitaram, com alta dose de dedicação e esforço, realizar a monografia.

Terminei de escrever a monografia no dia 3 ou 4 de maio, acredito (um mês após a postagem sobre a Igualdade), mas devido à Copa do Mundo 2014, a faculdade antecipara o semestre em um mês, o que significava que, àquela data, eu teria provas dali a uma semana. Ou seja, saindo de uma sempre estressante redação de monografia, caí em nova rotina de estudos, dessa vez para as provas de fim de semestre. Foram duas semanas de provas, onde simplesmente não pensei em escrever qualquer coisa no blog. Dois meses justificados de ausência!

Passadas as provas, enviada a monografia, aprovado em todas as disciplinas, dei-me a graça de descansar um pouco. Li alguns livros sem muito compromisso, livros que pretendo discorrer sobre em breve. A monografia para a OAB também será assunto aqui, mas primeiro devo esperar o resultado, que foi adiado para Julho. Assim, mesmo de férias, dei-me a obrigação de – ao menos! – atualizar o blog. Que fique como prova de meu compromisso tal atitude, uma vez que escrevo não de meu costumeiro Rio de Janeiro, mas de Arlington, Virginia, a dez minutos de metrô de Washington DC, nos EUA! E até breve.

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